Mais um dia nascia e junto com ele vinha toda a minha alegria e disposição que tinham fugido de mim durante anos ao acordar para ir para o colégio. Ao me sentar na cama para espreguiçar direito e dar bom-dia ao sol, notei que havia dormido com os dois pedaços de papel na mão, aqueles que o estranho menos estranho havia me dado nos meus anteriores melhores dias. A rosa também estava ali, em cima do criado ao lado da minha cama, em um copo longo e cheio de água que coloquei para mantê-la viva perto de mim por mais tempo. Então, soltei os bilhetes que estavam em minha mão ao lado do computador, em cima da escrivaninha, e fui abrir as cortinas da janela para admirar o sol. Mas tive uma bela decepção, pois o sol tinha esquecido de nascer aquele dia para mim. No lugar dele havia um céu nublado e muito escuro, gotas pequenas escorriam pelo vidro de minha janela e eu fiquei perdida em meus pensamentos já pensando que meu novo dia talvez estivesse mais uma vez arruinado por acontecimentos do destino que insistiam desde ontem em atrapalhar meus planos. Antes de tudo, arrumei a mochila no maior mau humor, troquei de roupa, coloquei um casaco e enfiei de uma vez um guarda-chuvas dentro do bolso lateral da mochila e desci para a cozinha onde vovó me aguardava como todas as manhãs. Tomei meu café o mais depressa que pude e assim que larguei a caneca na pia, vovó me surpreendeu:
- Por que está com essa pressa toda e mais esse mau humor no rosto querida?
Será mesmo que eu não podia passar despercebida quando mais precisava disso? Será que ela não podia simplesmente notar os dias em que eu estava mais feliz do que de costume? É... Acho que não:
- Nada vovó, só dormi mal e estou com medo de me atrasar para a aula por causa da chuva.
Eu menti mesmo sabendo que não devia. O que eu menos queria naquele momento era toda uma interrogação como só vovó sabe fazer até encontrar no meio das minhas péssimas respostas o real motivo dos meus sentimentos.
Antes que ela pudesse dizer algo mais eu já estava na escada. Terminei tudo lá em cima o mais rápido que pude e desci, me despedi de vovó na porta e abri o guarda-chuvas quando me coloquei a enfrentar aquele dia mais frio e nebuloso. A garoa estava fina, mas não deixava de molhar quem insistisse em andar debaixo dela. Em poucos minutos cheguei à escola. Dessa vez, em ponto. Entrei na sala junto com o professor de português. Acomodei-me em minha carteira ao fundo e durante os cinco horários em que estive dentro de sala, viajei nas janelas, concentrada na chuva e torcendo para que ela parasse logo. O sinal para o último horário bateu e voei para fora de sala fechando minha mochila as pressas. Escondi-me no banheiro e assim que as turmas mais novas começaram a sair – eles não têm sexto horário – me infiltrei no meio deles e sai para o portão afora. Respirei fundo e fiquei aliviada, enfim eu tinha conseguido escapar e estava indo ao meu encontro. Foi quando escutei um trovão bem forte á minha direita e assim que olhei pro céu, a chuva começou a cair como se eu tivesse pedido por aquilo. Olhei pra todos os lados na esperança de encontrar um lugar próximo para me esconder, mas nada havia ali a não ser casas e vários portões trancados. Puxei minha mochila pra pegar o guarda-chuva que já não ajudaria muito. Mas vasculhei todos os bolsos e até dentro dela onde havia os livros, mas o guarda-chuva não estava ali, eu realmente tinha esquecido ele debaixo da minha carteira, afinal, sai com muita pressa da sala. No estado em que eu já estava só me restava correr e chegar logo onde devia ir. Quando estava virando a última esquina que dava na ponte, uma mão me puxou pelo pulso, fazendo com que eu parasse bruscamente sob a calçada batendo no peito de alguém que estava segurando um enorme guarda-chuva. Olhei para a pessoa e reconheci meu querido estranho. Ele me olhava com um delicioso sorriso e o brilho de seus olhos parecia brincar com o que estavam a observar. Senti-me a mais patética de todas ali parada tão próxima dele e completamente ensopada. Eu pingava dos pés a cabeça e agora já recuperando o fôlego, comecei a sentir uns arrepios subindo pela minha nuca, pois o vento que batia em mim não estava sendo amigo, pelo contrário, ele era meu inimigo, o frio não iria me abandonar nessas circunstâncias em que me meti:
- Você realmente deve estar congelando nessas roupas pesadas e molhadas, me deixe te levar em casa, se ficar aqui nesse vento frio, amanhã não terei chance de te ver.
E ele soltou mais um daqueles lindos sorrisos que me faziam perder o equilíbrio. Eu estava me segurando pra ser firme quando precisasse encontrá-lo, mas agora que estava sendo totalmente real, não me contive e já não sabia mais dizer se estava tremendo de frio ou de nervosismo:
- Me levar pra casa? Mas... Como?
Só depois de soltar minhas bobas e trêmulas palavras que notei a grande burrada que eu estaria fazendo. Eu nem sabia o nome dele, não conhecia nada sobre ele na verdade e eu não podia ir para casa, como explicaria a minha avó o motivo do meu banho de chuva e também por que não estaria naquele momento na minha última aula? Ele me olhava com ar de curiosidade, acho que minha expressão denunciou que eu não estava de acordo com aquilo:
- Sei que você ainda deve ter suas dúvidas e receios sobre mim, mas, por favor, não me deixe pensar que por minha culpa amanhã você pode estar de cama e sem poder vir me encontrar.
O brilho dos olhos dele parecia cada vez maior à medida que ele falava. Eu estava sendo dominada por todo aquele momento e por tudo que ele fazia ou dizia:
- Mas vai me levar pra casa como?
Ele olhou nos meus olhos, pegou na minha mão e me induziu a passar o braço pela sua cintura, assim eu estava abraçada a ele totalmente protegida da chuva debaixo daquele guarda-chuva tamanho família. Ele foi caminhando comigo ao seu lado, atravessou a rua, contornou um Honda Civic que estava estacionado ao laço da calçada e abriu a porta pra mim:
- Estou toda molhada, não posso entrar ai.
Ele fez sinal com a mão para que eu entrasse mesmo depois do que eu disse e eu certamente não conseguia recusar nada, entrei. Fiquei observando ele contornar o carro novamente até chegar à porta do motorista e entrar. Eu estava sentada desconfortavelmente na poltrona ao lado dele preocupada com o estrago que minha roupa molhada faria no estofado do carro dele. Invés de ele ligar o carro, ele sentou mais inclinado para a direita em minha direção e se pos a me olhar:
- Então, será que posso ao menos saber o nome da minha linda admiração?
Aquelas palavras produziram um fervor nas minhas bochechas. Eu queria entender como eu poderia ser a nova admiração dele sendo que eu era uma menina totalmente comum, e que mal conseguia se dirigir a ele com classe nas palavras como ele fazia comigo:
- Paula, e o seu?
Ele parecia meio absorvido em suas próprias idéias depois que ouviu meu nome:
- Paula? Já ouvi falar que pessoas com esse nome têm o lema de permanecer sempre ao lado de quem precisa de ajuda, considere-se então assim mesmo, pois vou precisar muito de você a partir de hoje. Mas, muito prazer. Me chamo Danton.
O que afinal ele queria dizer quando afirmou que precisa de mim? E além de conseguir ter todo um controle sobre mim devido a sua incrível elegância ele também era culto e sabia até mesmo significado dos nomes? Ou será que ele era algum tipo de espião e estava me tomando como obsessão doentia? É... Eu já estava viajando e ele ali, parado, olhando pra mim, esperando uma resposta:
- Ah! Muito prazer também!
Foi o máximo que consegui. Ele devia estar pensando que eu era uma anti-social:
- Mas me diga Paula, onde você mora? Já estou fazendo você ficar tempo demais com essas roupas molhadas.
Pensei comigo mesma se deveria ou não dar meu endereço, mas eu já estava dentro do carro dele e não tinha como sair, a chuva lá fora só apertava cada vez mais, então soltei o endereço pra ele e fiquei quieta na minha, observando a chuva batendo na janela e escutando a música que tocava no rádio que ele havia ligado. Acho que ele notou que eu estava mais uma vez viajando em meus pensamentos como na primeira vez em que me viu então não quis interromper. Só fui olhar para ele novamente quando vi pela janela que já estávamos parados na porta da minha casa:
- Obrigada por me trazer, mas agora preciso ir antes que minha avó veja que estou chegando com um desconhecido.
Ele pegou na minha mão e dessa vez eu percebi como a dele era quente e macia. Fiz menção de quebrar aquele momento, mas ele deu um aperto firme em meus dedos e levou minha mão até próximo de seu rosto dando-me um beijo carinhoso. Congelei por dentro naquele momento como se só por fora já não bastasse.
Danton me olhava fixamente parecendo estar esperando alguma reação minha, mas eu estava imóvel imaginando qual seria o próximo passo dele. E então, ele realmente tomou mais uma vez a iniciativa. Com a outra mão ele afastou os fios de cabelo molhados do meu rosto e chegou mais perto de mim, olhando bem nos meus olhos:
- Você é linda sabia? E seu cheiro é melhor do que eu podia sonhar.
Eu queria fugir dali, queria me esconder no meu quarto e tentar brigar com meus próprios pensamentos até descobrir por que ele mexia tanto comigo a ponto de eu ficar sem ação nenhuma, seja pra corresponder, ou seja, pra fugir.
Ele deve ter tomado meu silencio como algo positivo, pois ele foi se aproximando cada vez mais até colar seus lábios próximos de minha orelha e foi movimentando eles ali em minha bochecha até chegar perto de minha boca, e foi nesse momento que meu coração saltou tão forte que consegui reagir a ponto de assustá-lo. Peguei minha mochila ao chão do carro, abri a porta e sai para a chuva:
- Te vejo amanhã.Essa foi à única coisa que consegui dizer enquanto meu coração ainda pulava aflito. Não consegui nem mesmo entender como dei aquela ultima resposta para ele. Eu estaria mesmo maluca. Fugi dele e ao mesmo tempo eu tinha acabado de afirmar que estava aceitando vê-lo novamente. Não ousei olhar pra trás, mas também não escutei o motor do carro sendo ligado. Ele devia estar esperando eu entrar em casa para se certificar de que eu não tomaria mais chuva como assim era a vontade dele. Vovó não estava no andar debaixo e fiquei aliviada por isso. Subi correndo pro quarto, joguei a mochila em um canto, catei a primeira muda de roupa seca que vi pela frente e fui para o banheiro tomar uma ducha quente e me perder em meus pensamentos que estavam me matando por tudo aquilo que tinha acabado de acontecer.
31.10.08
29.10.08
para refletir.
Ontem logo após assistir um filme – sim, uma daquelas comédias românticas – parei pra pensar sobre um assunto: será possível que a gente confunda um amigo com um amor?
Eu sempre fui muito clara, amigo é amigo e amores são outros, mais talvez nunca tenha quebrado essa regra porque claramente meu amor não é um deles, mais e se fosse?
Eu não sei se teria coragem de viver um amor de amigo, talvez por medo das conseqüências, pode dar certo – como no filme – mais pode dar errado e talvez até mesmo acabar com uma briga feia.
É como dizem – em outro filme – o amor é mesmo um campo de batalha e a gente tem que pensar bem antes de entregar nosso coração a alguém e ter sabedoria o bastante pra fazer o relacionamento valer a pena.
Mais fugi da questão por alguns minutos, o amor entre amigos pode dar certo, mais eu nunca pensei assim, até porque eu levo muito serio a questão de amizade, mais nunca parei pra pensar que talvez algum dia eu possa confundir sentimentos e se isso acontecer?
Amigos são eternos amantes, afinal eles querem teu bem, te fazem bem e te completam, mais será que vale a pena arriscar? Bom cada um que pense com seus botões porque eu continuo não misturando as coisas, mais talvez pra você de certo – como no filme.
Eu sempre fui muito clara, amigo é amigo e amores são outros, mais talvez nunca tenha quebrado essa regra porque claramente meu amor não é um deles, mais e se fosse?
Eu não sei se teria coragem de viver um amor de amigo, talvez por medo das conseqüências, pode dar certo – como no filme – mais pode dar errado e talvez até mesmo acabar com uma briga feia.
É como dizem – em outro filme – o amor é mesmo um campo de batalha e a gente tem que pensar bem antes de entregar nosso coração a alguém e ter sabedoria o bastante pra fazer o relacionamento valer a pena.
Mais fugi da questão por alguns minutos, o amor entre amigos pode dar certo, mais eu nunca pensei assim, até porque eu levo muito serio a questão de amizade, mais nunca parei pra pensar que talvez algum dia eu possa confundir sentimentos e se isso acontecer?
Amigos são eternos amantes, afinal eles querem teu bem, te fazem bem e te completam, mais será que vale a pena arriscar? Bom cada um que pense com seus botões porque eu continuo não misturando as coisas, mais talvez pra você de certo – como no filme.
27.10.08
I did not lose you.....you never it was mine =/
Eu não perdi você!!!
Não se pode perder algo que nunca lhe pertenceu....
E essa roquidão em minha voz é causada pelo desfalecimento de um sentimento que já não é mais por você.Hoje as noites que me perdi em desvaneios,que meu coração se retorceu em meu peito ne causando dores espantosas,não passam de LEMBRANÇAS.
Talvez tudo isso tenha algum proposito,porem a unica coisa que tiro disto tudo é que nunca mais quero perder as trocas de estações por estar com remorços,nunca mais quero durmir pesadamente por sonhar com você..NUNCA mais quero deixar de viver.
Com ou sem você,a vida continua,e fica muito mais facil seguir em frente com a certeza de que você ficou para trás.
"[...] Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,o mundo não para pra que você o conserte. [..]" William SHAKESPEARE
Não se pode perder algo que nunca lhe pertenceu....
E essa roquidão em minha voz é causada pelo desfalecimento de um sentimento que já não é mais por você.Hoje as noites que me perdi em desvaneios,que meu coração se retorceu em meu peito ne causando dores espantosas,não passam de LEMBRANÇAS.
Talvez tudo isso tenha algum proposito,porem a unica coisa que tiro disto tudo é que nunca mais quero perder as trocas de estações por estar com remorços,nunca mais quero durmir pesadamente por sonhar com você..NUNCA mais quero deixar de viver.
Com ou sem você,a vida continua,e fica muito mais facil seguir em frente com a certeza de que você ficou para trás.
"[...] Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,o mundo não para pra que você o conserte. [..]" William SHAKESPEARE
24.10.08
Parte II: O mais estranho amor da minha vida
Naquele dia acordei mais cedo do que normalmente sou acostumada. Adorei abrir as cortinas e poder sentir em meu rosto amarrotado, o sol ainda começando a expor seus raios mais fracos sob aquele céu esplendido que insistia em me fazer sorrir.
Vesti meu uniforme rapidamente como de costume, calcei o tênis e corri para o corredor já me adiantando pelo primeiro degrau da escada. O cheirinho do café da vovó exalava por todos os cantos da sala, copa e cozinha. Sentei-me animadamente em uma das pontas da mesa e tomei meu café com pão, queijo e presunto de todas as manhãs com uma felicidade maior do que de costume. Vovó como sempre entretida nos seus afazeres da cozinha e casa nem me olhou muito e aproveitei para logo subir ao banheiro e terminar de me arrumar para a escola. Na noite passada eu já havia programado todo o meu dia e como eu faria pra cautelosamente fugir da aula no mesmo horário que eu havia matado no dia anterior. Meu queridíssimo estranho menos estranho que já havia conhecido até ali, propôs um novo encontro que já me deixava saltitante por dentro só de pensar pelo que me esperava. Invés do medo por estar lidando com alguém talvez perigoso, eu estava era deliciosamente intrigada para descobrir por que ele teria mexido com as minhas estruturas que nem nunca foram frágeis assim a um olhar ou um sorriso.
Assim que vovó bateu a porta nas minhas costas me dando tchau e desejando um ótimo dia – que, aliás, eu sabia que teria – eu fiquei completamente imersa em meus pensamentos, e agora também em meus mais novos olhares e sorrisos. Quando dei por mim, já estava na calçada do colégio. Dei bom dia – como de costume - ao porteiro, meu amigo e entrei para o saguão onde dividia as salas. Naquele dia tudo estava ao meu favor. Na maioria das vezes eu chegava atrasada, não sei por que, mas chegava. E hoje, para a minha surpresa, estava até adiantada uns minutos. Entrei para a sala, sentei na minha carteira ao fundo como o mapa de sala previa para mim e fiquei mais uma vez concentrada nos meus pensamentos que não paravam de borbulhar. Perdi-me tanto dessa vez que quando despertei, percebi que já estava dando o sinal para a segunda aula. Esse dia realmente estava para mim, às horas iriam voar. Passei o segundo horário tentando brigar com umas contas matemáticas, o terceiro acabei no meio de uma conversa com minhas duas melhores amigas escolares, a hora do intervalo veio em seguida, o quarto horário foi bem chato, o professor de história estava mesmo rabugento, o quinto horário, biologia, estava indo bem até que... A coordenadora interrompeu a aula informando que o último horário – no qual eu pretendia e precisava matar – iria ser trocado do português para a química, sendo assim, teríamos prova no último horário e não mais no dia seguinte. Será mesmo que dá pra calcular o azar enorme que tive de um instante ao outro? E será que dá pra calcular mais ainda a raiva e a tristeza que me consumiram? Logo química? Preciso de tantos pontos, realmente, estava fora de cogitação à matança daquela ultima aula. Quando o professor de química irrompeu pela sala, eu quase quis voar no pescoço dele, mas me controlei, óbvio, e infelizmente, fiz a prova, ou seria melhor dizer que fiz a pior prova? Sai correndo sem dar explicações as minhas amigas assim que deu o ultimo sinal e cheguei à ponte do dia anterior bufando. Parei repentinamente na subida dela e suspirei já imaginando o que poderia ou não me aguardar. Quando enfim olhei por todos os lados e não vi nada nem ninguém, percebi que tinha mesmo perdido meu encontro, tudo bem, tudo bem, eu era a culpada pelo atraso, quer dizer, a prova era a culpada. Ao fundo da ponte, tinha uns banquinhos de madeira. Larguei-me em um deles e fiquei pensando no meu trágico destino. Um dia nunca é mesmo igual ao outro. Olhei mais uma vez para os lados na esperança de encontrar o vestígio de alguma sombra saindo de umas das árvores que cobriam o sol do pequeno parque a frente do lago e ao lado da ponte, mas nada havia ali. Foi quando percebi que no banco a minha esquerda, tinha uma rosa jogada, solitária. Fui até lá, peguei a flor com delicadeza entre os dedos e arranquei do seu caule um pequeno pedaço de papel que estava enrolado. Abri cuidadosamente e li:
“Minha mais nova linda admiração. Não pude te esperar por muito mais tempo. A flor era pra ser entregue pessoalmente, mas espero mesmo que você a encontre. Saiba que não desisti de nossos futuros e novos momentos. Tenha certeza de que não desistirei de você. Te vejo amanhã? Prometo esperar por mais tempo se assim for do seu agrado caso resolva demorar novamente. Não me deixe perder o que demorei tanto a encontrar. Você!”
Mais uma vez me peguei completamente flechada por um cupido poderoso. Não havia outra explicação para as minhas aceitações em toda essa história que aos olhos de qualquer outra pessoa iria se tornar cada vez mais maluca. Mas algo me dizia que eu não estava cometendo um erro ao permitir que esse estranho menos estranho de todos se aproximasse de mim. Afinal, os estranhos só deixam de ser estranhos quando os conhecemos. Enfim, meu dia não tinha sido tão perdido assim, eu ainda tinha um novo motivo pra sorrir e acordar mais feliz do que de costume novamente. A vontade de descobrir o porquê de tanta explosão no meu coração é que me permitia fazer daquele estranho a minha também mais nova obsessão.
Vesti meu uniforme rapidamente como de costume, calcei o tênis e corri para o corredor já me adiantando pelo primeiro degrau da escada. O cheirinho do café da vovó exalava por todos os cantos da sala, copa e cozinha. Sentei-me animadamente em uma das pontas da mesa e tomei meu café com pão, queijo e presunto de todas as manhãs com uma felicidade maior do que de costume. Vovó como sempre entretida nos seus afazeres da cozinha e casa nem me olhou muito e aproveitei para logo subir ao banheiro e terminar de me arrumar para a escola. Na noite passada eu já havia programado todo o meu dia e como eu faria pra cautelosamente fugir da aula no mesmo horário que eu havia matado no dia anterior. Meu queridíssimo estranho menos estranho que já havia conhecido até ali, propôs um novo encontro que já me deixava saltitante por dentro só de pensar pelo que me esperava. Invés do medo por estar lidando com alguém talvez perigoso, eu estava era deliciosamente intrigada para descobrir por que ele teria mexido com as minhas estruturas que nem nunca foram frágeis assim a um olhar ou um sorriso.
Assim que vovó bateu a porta nas minhas costas me dando tchau e desejando um ótimo dia – que, aliás, eu sabia que teria – eu fiquei completamente imersa em meus pensamentos, e agora também em meus mais novos olhares e sorrisos. Quando dei por mim, já estava na calçada do colégio. Dei bom dia – como de costume - ao porteiro, meu amigo e entrei para o saguão onde dividia as salas. Naquele dia tudo estava ao meu favor. Na maioria das vezes eu chegava atrasada, não sei por que, mas chegava. E hoje, para a minha surpresa, estava até adiantada uns minutos. Entrei para a sala, sentei na minha carteira ao fundo como o mapa de sala previa para mim e fiquei mais uma vez concentrada nos meus pensamentos que não paravam de borbulhar. Perdi-me tanto dessa vez que quando despertei, percebi que já estava dando o sinal para a segunda aula. Esse dia realmente estava para mim, às horas iriam voar. Passei o segundo horário tentando brigar com umas contas matemáticas, o terceiro acabei no meio de uma conversa com minhas duas melhores amigas escolares, a hora do intervalo veio em seguida, o quarto horário foi bem chato, o professor de história estava mesmo rabugento, o quinto horário, biologia, estava indo bem até que... A coordenadora interrompeu a aula informando que o último horário – no qual eu pretendia e precisava matar – iria ser trocado do português para a química, sendo assim, teríamos prova no último horário e não mais no dia seguinte. Será mesmo que dá pra calcular o azar enorme que tive de um instante ao outro? E será que dá pra calcular mais ainda a raiva e a tristeza que me consumiram? Logo química? Preciso de tantos pontos, realmente, estava fora de cogitação à matança daquela ultima aula. Quando o professor de química irrompeu pela sala, eu quase quis voar no pescoço dele, mas me controlei, óbvio, e infelizmente, fiz a prova, ou seria melhor dizer que fiz a pior prova? Sai correndo sem dar explicações as minhas amigas assim que deu o ultimo sinal e cheguei à ponte do dia anterior bufando. Parei repentinamente na subida dela e suspirei já imaginando o que poderia ou não me aguardar. Quando enfim olhei por todos os lados e não vi nada nem ninguém, percebi que tinha mesmo perdido meu encontro, tudo bem, tudo bem, eu era a culpada pelo atraso, quer dizer, a prova era a culpada. Ao fundo da ponte, tinha uns banquinhos de madeira. Larguei-me em um deles e fiquei pensando no meu trágico destino. Um dia nunca é mesmo igual ao outro. Olhei mais uma vez para os lados na esperança de encontrar o vestígio de alguma sombra saindo de umas das árvores que cobriam o sol do pequeno parque a frente do lago e ao lado da ponte, mas nada havia ali. Foi quando percebi que no banco a minha esquerda, tinha uma rosa jogada, solitária. Fui até lá, peguei a flor com delicadeza entre os dedos e arranquei do seu caule um pequeno pedaço de papel que estava enrolado. Abri cuidadosamente e li:
“Minha mais nova linda admiração. Não pude te esperar por muito mais tempo. A flor era pra ser entregue pessoalmente, mas espero mesmo que você a encontre. Saiba que não desisti de nossos futuros e novos momentos. Tenha certeza de que não desistirei de você. Te vejo amanhã? Prometo esperar por mais tempo se assim for do seu agrado caso resolva demorar novamente. Não me deixe perder o que demorei tanto a encontrar. Você!”
Mais uma vez me peguei completamente flechada por um cupido poderoso. Não havia outra explicação para as minhas aceitações em toda essa história que aos olhos de qualquer outra pessoa iria se tornar cada vez mais maluca. Mas algo me dizia que eu não estava cometendo um erro ao permitir que esse estranho menos estranho de todos se aproximasse de mim. Afinal, os estranhos só deixam de ser estranhos quando os conhecemos. Enfim, meu dia não tinha sido tão perdido assim, eu ainda tinha um novo motivo pra sorrir e acordar mais feliz do que de costume novamente. A vontade de descobrir o porquê de tanta explosão no meu coração é que me permitia fazer daquele estranho a minha também mais nova obsessão.
22.10.08
outra garota ao seu lado.
Ela mal chegou na sua vida e já acha que tem o direito de mudar tudo que estava bagunçado por mim, não quero permitir isso, achei errado, confesso não achei legal o que ela fez, golpe baixo, golpe sujo, eu nunca poderia chegar na sua casa e conversar com sua mãe baseado em nossa história isso levaria certo tempo, agora ela se aproxima como amiga e tenta roubar o lugar que eu sempre imaginei sendo meu.
Como assim? Quem ela pensa que é? Indo falar com você e ficar cheia de graça, cheia de mãos e com aqueles olhos brilhando? Hey, só eu te olho com os olhos brilhando.
Golpe baixo tudo isso, só porque ela é bonita, mais ela é uma criança, como pode tudo isso estar acontecendo e você não fazer nada pra impedir?
Tá eu sei que você nunca olhou com os olhos brilhando pra ela, mais você dá bola, é você adora ver uma garota pagando pau pra você e isso me irrita, porque você sempre faz cara de merda quando converso com um garoto e eu tenho que sorrir ao te ver com ela?
Qual vai ser o próximo passo, ela vai pedir a sua mão em namoro pra sua mãe? Ou ela vai te agarrar no meio de todo mundo? É porque só falta isso.
Agora o que eu posso fazer contra isso? nada né? Isso que me deixa pior, estou imóvel desde que todas essas notícias sobre ela dar em cima de você chegaram até mim, ai como eu odeio me sentir assim, ai como meu coração corta por dentro.
O pior é saber que eu nunca conseguiria desejar mal a vocês dois, porque o meu amor por você ultrapassa o ser amada também, eu só quero te ver feliz, mais esse processo de conquista que ela tem com você, me machuca.
Agora aquela imagem que eu via em minha mente está mudando, antes eramos eu e você, hoje sou eu em um canto sozinha, com os olhos cheios de lágrima te vendo com ela e mesmo assim meu coração batendo forte dizendo: "desde que ela faça ele feliz."
Como assim? Quem ela pensa que é? Indo falar com você e ficar cheia de graça, cheia de mãos e com aqueles olhos brilhando? Hey, só eu te olho com os olhos brilhando.
Golpe baixo tudo isso, só porque ela é bonita, mais ela é uma criança, como pode tudo isso estar acontecendo e você não fazer nada pra impedir?
Tá eu sei que você nunca olhou com os olhos brilhando pra ela, mais você dá bola, é você adora ver uma garota pagando pau pra você e isso me irrita, porque você sempre faz cara de merda quando converso com um garoto e eu tenho que sorrir ao te ver com ela?
Qual vai ser o próximo passo, ela vai pedir a sua mão em namoro pra sua mãe? Ou ela vai te agarrar no meio de todo mundo? É porque só falta isso.
Agora o que eu posso fazer contra isso? nada né? Isso que me deixa pior, estou imóvel desde que todas essas notícias sobre ela dar em cima de você chegaram até mim, ai como eu odeio me sentir assim, ai como meu coração corta por dentro.
O pior é saber que eu nunca conseguiria desejar mal a vocês dois, porque o meu amor por você ultrapassa o ser amada também, eu só quero te ver feliz, mais esse processo de conquista que ela tem com você, me machuca.
Agora aquela imagem que eu via em minha mente está mudando, antes eramos eu e você, hoje sou eu em um canto sozinha, com os olhos cheios de lágrima te vendo com ela e mesmo assim meu coração batendo forte dizendo: "desde que ela faça ele feliz."
20.10.08
Sem nome.=S
Caso o pranto doce em seu rosto escorra,
Feche firme os teus olhos,e aperte minhas mãos.
Entre gritos,angustia vivida que nos perturbam,
Se aconchegue entre meus braços e deixe teu coração,entoar junto ao meu.
Põem teus lábios frios junto aos meus,entrega teu coração a mim,
Teu Barão.
Hoje nada que as manchetes nos alertam,importa.
Tudo o que se passa ,o que o atordoante tempo nos faz passar,
Esqueceremos.
Vento,leve as flores desta nova primavera,traga nas pétalas para ele,um pedaço do meu amor.
Raios vividos,de um astro incandescente,queima a pele dos
Que ela ousarem maltratar.
Ouves ,oh amada..aqui estou eu,a te esperar,
Corras,deste pesadelo que lhe forçam viver.
Vens,pois é necessário que me tire desta prisão,
Que lutes contra o dragão,e me guarde a salvo
Em teu tão caloroso coração.
Feche firme os teus olhos,e aperte minhas mãos.
Entre gritos,angustia vivida que nos perturbam,
Se aconchegue entre meus braços e deixe teu coração,entoar junto ao meu.
Põem teus lábios frios junto aos meus,entrega teu coração a mim,
Teu Barão.
Hoje nada que as manchetes nos alertam,importa.
Tudo o que se passa ,o que o atordoante tempo nos faz passar,
Esqueceremos.
Vento,leve as flores desta nova primavera,traga nas pétalas para ele,um pedaço do meu amor.
Raios vividos,de um astro incandescente,queima a pele dos
Que ela ousarem maltratar.
Ouves ,oh amada..aqui estou eu,a te esperar,
Corras,deste pesadelo que lhe forçam viver.
Vens,pois é necessário que me tire desta prisão,
Que lutes contra o dragão,e me guarde a salvo
Em teu tão caloroso coração.
17.10.08
O dia em que encontrei o mais estranho amor da minha vida
Vagando sozinha pela pequena ponte que rodeava um lago, percebi o quanto era belo aquele momento e toda aquela paisagem que estava ali se demonstrando para mim. Dei-me ao luxo de matar uma aula só pra ficar ali, observando tudo de belo que a natureza nos oferece. O céu azul, cintilando um azul bebê que fazia contraste com as poucas e rasas nuvens. O vento soprando as pequenas ondas que se destruíam suavemente ao colidir com as ferragens que suspendiam a ponte em que eu estava. Debrucei-me na beirada da grade mais próxima e fiquei apenas sentindo o que de mais simples se encontra nesse mundo hoje e que infelizmente nem todos sabem desfrutar.
Viajei nos meus pensamentos e sonhos. Fui a vários lugares, visitei amigos distantes, relembrei de rostos serenos que me deixaram saudades, me permiti abusar, usar e criar dos meus próprios momentos. Foi quando de repente, no auge da minha constante e fértil imaginação, notei que não estava só. Olhei rapidamente a minha esquerda e analisei brevemente o segundo sonhador que me acompanhava. Perguntei a mim mesma se ele estaria ali há muito tempo, se estaria também a me observar durante todo o meu percurso imaginário. Fiquei envergonhada ao pensar que tinha mais alguém a todo instante sonhando acordado ao meu lado ou talvez quem saiba me analisando e imaginando o que eu estaria fazendo sozinha por tanto tempo com um olhar tão vago. Mais que depressa, recolhi minha mochila que estava jogado aos meus pés bem do meu lado e joguei uma alça pelas costas já me virando para caminhar na direção contrária em que aquele estranho estava:
- Não precisa ir embora. Perdoe-me se te incomodei.
A voz era doce e suave, mas ainda assim me mantive apreensiva, afinal, estranho, é estranho. Virei-me lentamente para encontrar os olhos que me analisavam. Fui surpreendida com tanto calor humano que senti minhas mãos afrouxando na alça da mochila. Minha voz – que não saiu como eu queria e muito menos simpática como à dele - saiu fina e estremecida:
- Não. Eu... Já estava indo mesmo.
O olhar que ele me mandou e o sorriso singelo que ele soltou pelo canto direito da boca me fez sentir um fervor enorme nas bochechas. Estava torcendo para que minhas feições não entregassem toda a minha timidez:
- Notei que você estava indo bem com seus pensamentos até perceber minha presença. Não quis te assustar. Fiquei curioso pra saber o que de tão bom te criou aquela expressão de dar inveja.
Realmente eu estava certa. Fui observada todo o tempo e eu já não tinha mais forças pra lutar contra a minha vergonha:
- Ah! Eu só estava... Pensando em uns amigos.
O sorriso dele parecia ser cada vez mais encantador à medida que se alargava:
- Humm! Então suponho que você tenha belos e grandes amigos.
E dessa vez o sorriso me atacou por completo. Esse devia ser o estranho menos estranho que eu havia visto em toda a vida:
- É, são sim. Quer dizer... Grandes amigos.
Será possível que eu não conseguia parecer firme e correta com as palavras? Isso nunca havia me acontecido. Eu nem estava com medo mais dele, talvez porque ele nem parecesse tão mais estranho, mas talvez também porque ele estava me cativando a cada sorriso e olhar a mais que me lançava:
- Bom, não vou mais tomar seu tempo. Foi um prazer! E... Obrigada pela melhor expressão que já vi.
O sorriso dessa vez foi menor, porém tão charmoso quanto os de antes. Ousaria até dizer que foi mais significativo acompanhado de um olhar tão expressivo que parecia querer me dizer alguma coisa:
- Atá! É... Quero dizer... De nada, o prazer foi meu.
Nossos olhares se encontraram novamente e ele deu um passo à frente. Pude ver como seus olhos eram brilhantes e fervorosos como se a alegria habitasse ali constantemente:
- Permita-me ter essa visão novamente. Há anos venho vindo nesse lugar buscar algo que nem eu mesmo sei. Acho que só hoje algo fez sentido.
Foi então que meu coração deu um pulo maior de exaltação e me fez compreender o próximo encontro que eu teria com o estranho menos estranho e encantador que eu já tinha conhecido:
- Acho que amanhã minha aula pode esperar novamente.
Ele enfiou as mãos no bolso da calça jeans, retirou um papel dobrado e me entregou lançando-me uma piscadinha arrebatadora e disse:
- Por mais loucura que possa parecer, eu sempre estive preparado para esse momento.
Ele caminhou até mim, mas passando direto, com aquele sorriso lindo e charmoso nos lábios. Olhei para trás para acompanhar seus passos na direção do fim da ponte em que estávamos. Fiquei perdida por uns instantes em meus pensamentos, alguns sorrisos e olhares. Quando enfim me dei conta do pequeno papel em minha mão. Abri e lá continha:
“Eu esperei por você todo esse tempo que estive vagando neste local que meus sonhos sempre me mandavam vir em busca de algo. Eu sabia que devia ficar preparado para o dia em que encontrasse o que eu sempre soube que faltava pra completar minha vida. Se este papel está em suas mãos agora, saiba que é porque você foi à pessoa mais certa que passou em meu caminho até hoje. Te vejo amanhã e sempre, assim espero.”
Li e reli sem acreditar no que estava na minha frente. Eu estaria sonhando? Estaria participando de uma pegadinha? Ou aquele estranho era mesmo o maior estranho e louco que eu conheci? Só tive certeza de uma coisa. Loucura então se transmite, porque o que eu estava sentindo não era nada comparado a tudo que já tinha vivido. Voei para casa naquele dia e só pensei em deitar na cama logo e dormir para assim acordar no meu próximo melhor dia da minha vida.
Viajei nos meus pensamentos e sonhos. Fui a vários lugares, visitei amigos distantes, relembrei de rostos serenos que me deixaram saudades, me permiti abusar, usar e criar dos meus próprios momentos. Foi quando de repente, no auge da minha constante e fértil imaginação, notei que não estava só. Olhei rapidamente a minha esquerda e analisei brevemente o segundo sonhador que me acompanhava. Perguntei a mim mesma se ele estaria ali há muito tempo, se estaria também a me observar durante todo o meu percurso imaginário. Fiquei envergonhada ao pensar que tinha mais alguém a todo instante sonhando acordado ao meu lado ou talvez quem saiba me analisando e imaginando o que eu estaria fazendo sozinha por tanto tempo com um olhar tão vago. Mais que depressa, recolhi minha mochila que estava jogado aos meus pés bem do meu lado e joguei uma alça pelas costas já me virando para caminhar na direção contrária em que aquele estranho estava:
- Não precisa ir embora. Perdoe-me se te incomodei.
A voz era doce e suave, mas ainda assim me mantive apreensiva, afinal, estranho, é estranho. Virei-me lentamente para encontrar os olhos que me analisavam. Fui surpreendida com tanto calor humano que senti minhas mãos afrouxando na alça da mochila. Minha voz – que não saiu como eu queria e muito menos simpática como à dele - saiu fina e estremecida:
- Não. Eu... Já estava indo mesmo.
O olhar que ele me mandou e o sorriso singelo que ele soltou pelo canto direito da boca me fez sentir um fervor enorme nas bochechas. Estava torcendo para que minhas feições não entregassem toda a minha timidez:
- Notei que você estava indo bem com seus pensamentos até perceber minha presença. Não quis te assustar. Fiquei curioso pra saber o que de tão bom te criou aquela expressão de dar inveja.
Realmente eu estava certa. Fui observada todo o tempo e eu já não tinha mais forças pra lutar contra a minha vergonha:
- Ah! Eu só estava... Pensando em uns amigos.
O sorriso dele parecia ser cada vez mais encantador à medida que se alargava:
- Humm! Então suponho que você tenha belos e grandes amigos.
E dessa vez o sorriso me atacou por completo. Esse devia ser o estranho menos estranho que eu havia visto em toda a vida:
- É, são sim. Quer dizer... Grandes amigos.
Será possível que eu não conseguia parecer firme e correta com as palavras? Isso nunca havia me acontecido. Eu nem estava com medo mais dele, talvez porque ele nem parecesse tão mais estranho, mas talvez também porque ele estava me cativando a cada sorriso e olhar a mais que me lançava:
- Bom, não vou mais tomar seu tempo. Foi um prazer! E... Obrigada pela melhor expressão que já vi.
O sorriso dessa vez foi menor, porém tão charmoso quanto os de antes. Ousaria até dizer que foi mais significativo acompanhado de um olhar tão expressivo que parecia querer me dizer alguma coisa:
- Atá! É... Quero dizer... De nada, o prazer foi meu.
Nossos olhares se encontraram novamente e ele deu um passo à frente. Pude ver como seus olhos eram brilhantes e fervorosos como se a alegria habitasse ali constantemente:
- Permita-me ter essa visão novamente. Há anos venho vindo nesse lugar buscar algo que nem eu mesmo sei. Acho que só hoje algo fez sentido.
Foi então que meu coração deu um pulo maior de exaltação e me fez compreender o próximo encontro que eu teria com o estranho menos estranho e encantador que eu já tinha conhecido:
- Acho que amanhã minha aula pode esperar novamente.
Ele enfiou as mãos no bolso da calça jeans, retirou um papel dobrado e me entregou lançando-me uma piscadinha arrebatadora e disse:
- Por mais loucura que possa parecer, eu sempre estive preparado para esse momento.
Ele caminhou até mim, mas passando direto, com aquele sorriso lindo e charmoso nos lábios. Olhei para trás para acompanhar seus passos na direção do fim da ponte em que estávamos. Fiquei perdida por uns instantes em meus pensamentos, alguns sorrisos e olhares. Quando enfim me dei conta do pequeno papel em minha mão. Abri e lá continha:
“Eu esperei por você todo esse tempo que estive vagando neste local que meus sonhos sempre me mandavam vir em busca de algo. Eu sabia que devia ficar preparado para o dia em que encontrasse o que eu sempre soube que faltava pra completar minha vida. Se este papel está em suas mãos agora, saiba que é porque você foi à pessoa mais certa que passou em meu caminho até hoje. Te vejo amanhã e sempre, assim espero.”
Li e reli sem acreditar no que estava na minha frente. Eu estaria sonhando? Estaria participando de uma pegadinha? Ou aquele estranho era mesmo o maior estranho e louco que eu conheci? Só tive certeza de uma coisa. Loucura então se transmite, porque o que eu estava sentindo não era nada comparado a tudo que já tinha vivido. Voei para casa naquele dia e só pensei em deitar na cama logo e dormir para assim acordar no meu próximo melhor dia da minha vida.
15.10.08
coisa de criança.
Esses dias fui olhar minhas coisinhas como: cartinhas, fotos, bilhetinhos, cadernos e diários. E de repente me surpreendi com uma imensa vontade de ter aquelas paixões bobinhas mais intensas que a gente tem quando é criança.
Sabe, de olhar o menininho e ficar com vergonha de ir conversar com ele, de escrever no diário a roupa que ele estava e quantas vezes você viu ele, de tirar fotos com os amigos na escola e tentar (muito envergonhada) sair ao lado dele, mandar bilhetinho pra amiga pra falar que está gostando dele e até mesmo pegar a última folha do caderno e escrever suas iniciais.
Amor puro o de criança né? A gente se apaixona e faz coisas tão bobas que quando a gente cresce a gente lembra e ri, pelo menos comigo é assim.
Eu tinha muitas paixonites na escola, já paguei altos micos por isso, mas eu fui feliz e eu sinto falta disso, porque amor de jovem e gente grande é muito complicado.
A gente sente ciúmes, a gente briga, a gente tem medo de falar o que sente, a gente evita se aproximar e a gente quer agir como se soubesse se relacionar.
Francamente, esse texto está tão sem nexo, mas é porque eu perdi a vontade de amar, aliás eu gosto do amor mais eu queria que todos fossem crianças pra ele voltar a valer a pena, quem sabe um dia (...)
- desculpem o texto curto e péssimo, estou com gripe e a criatividade passa longe de mim, ótima semana pra vocês.
Sabe, de olhar o menininho e ficar com vergonha de ir conversar com ele, de escrever no diário a roupa que ele estava e quantas vezes você viu ele, de tirar fotos com os amigos na escola e tentar (muito envergonhada) sair ao lado dele, mandar bilhetinho pra amiga pra falar que está gostando dele e até mesmo pegar a última folha do caderno e escrever suas iniciais.
Amor puro o de criança né? A gente se apaixona e faz coisas tão bobas que quando a gente cresce a gente lembra e ri, pelo menos comigo é assim.
Eu tinha muitas paixonites na escola, já paguei altos micos por isso, mas eu fui feliz e eu sinto falta disso, porque amor de jovem e gente grande é muito complicado.
A gente sente ciúmes, a gente briga, a gente tem medo de falar o que sente, a gente evita se aproximar e a gente quer agir como se soubesse se relacionar.
Francamente, esse texto está tão sem nexo, mas é porque eu perdi a vontade de amar, aliás eu gosto do amor mais eu queria que todos fossem crianças pra ele voltar a valer a pena, quem sabe um dia (...)
- desculpem o texto curto e péssimo, estou com gripe e a criatividade passa longe de mim, ótima semana pra vocês.
12.10.08
"O meu coração é desertoooo" ♪
Abri e fechei o bloco de notas cinco vezes. Escrevi duas ou três palavras, apaguei, reescrevi, apaguei e desisti. Logo eu, que convenci uma das meninas que postam aqui a escreverem, porque o amor é um assunto muito abrangente e é quase impossível não ter sobre o que falar, fiquei durante semanas sem ter o que dizer. São nessas horas, apenas nessas horas, que eu tenho vontade de me apaixonar outra vez.
No começo do blog, quando só eu e a Bia escrevíamos, eu cheguei a dizer que apaixonada seria mais fácil buscar inspiração. Ficamos mais sensíveis, mais sonhadoras, mais idiotas. E isso é bom, mesmo que seja até um certo ponto, porque depois acabamos transformando nossa paixão em uma tempestade e no final nem preciso dizer.
Hoje, como diria aquela música de trilha sonora de novela, o meu coração é deserto. Vendo pelo lado positivo, não passo por situações constrangedoras mesmo que elas sejam mesmo constrangedoras. Não preciso ficar online doze horas seguidas esperando ele entrar no MSN e muito menos pensar no que fazer pra conquistá-lo. Mas eu disse que esse é o lado positivo? Talvez não seja.
Eu realmente tenho saudades de tudo isso. E por mais que eu defenda a liberdade, compromisso (nem que seja com uma ilusão que a gente fica alimentando) é maravilhoso. Sinceramente não sei se saberia dosar amor com tolerância outra vez, mas gostaria de tentar. Nem que seja pra fazer tudo errado e ser obrigada a escrever sobre desilusões amorosas aqui. Pelo menos eu vou ter algum assunto, né?
No começo do blog, quando só eu e a Bia escrevíamos, eu cheguei a dizer que apaixonada seria mais fácil buscar inspiração. Ficamos mais sensíveis, mais sonhadoras, mais idiotas. E isso é bom, mesmo que seja até um certo ponto, porque depois acabamos transformando nossa paixão em uma tempestade e no final nem preciso dizer.
Hoje, como diria aquela música de trilha sonora de novela, o meu coração é deserto. Vendo pelo lado positivo, não passo por situações constrangedoras mesmo que elas sejam mesmo constrangedoras. Não preciso ficar online doze horas seguidas esperando ele entrar no MSN e muito menos pensar no que fazer pra conquistá-lo. Mas eu disse que esse é o lado positivo? Talvez não seja.
Eu realmente tenho saudades de tudo isso. E por mais que eu defenda a liberdade, compromisso (nem que seja com uma ilusão que a gente fica alimentando) é maravilhoso. Sinceramente não sei se saberia dosar amor com tolerância outra vez, mas gostaria de tentar. Nem que seja pra fazer tudo errado e ser obrigada a escrever sobre desilusões amorosas aqui. Pelo menos eu vou ter algum assunto, né?
8.10.08
ame você mesmo.
Todos merecem o amor.Sim todos nós merecemos nos apaixonar de verdade e ver o amor realmente dar certo, mas nem sempre é assim.
Fato é que essas coisas de amor, paixão e relacionamento são tão encaixadas na mídia com filmes, novelas e até mesmo em programas de domingo à tarde que hoje em dia faz parte da cultura, amar.
Isso não é um problema, afinal o amor em suas diversas formas é algo bom.
O problema é o modo como o ser humano encara o amor, muitas vezes a gente se confunde ou a gente esquece o nosso valor e isso não está certo.
O amor foi feito para pessoas felizes, é como um bônus, mais o amor não é a felicidade em si, e muitos confundem isso, já reparou que tem gente que só se sente feliz com alguém do lado? Alguém pra chamar de seu.
Mais ai está à mídia foca tanto os relacionamentos entre pessoas, que esquecer de focar o relacionamento mais importante: com você mesmo.
Sim, porque só quando você se amar de verdade, quando você souber o seu valor, quando você souber confiar em você mesmo, que você vai encontrar quem te completa, que você vai amar de verdade e não viver por esse amor, mas viver sim para o bem estar de duas pessoas.
O amor próprio é à base de qualquer relacionamento, uma vez que você se respeita, se valoriza e se ama, a outra pessoa sente isso e te trata de mesma forma.Talvez o ser humano tenha se influenciado pela mídia, talvez eles apenas se sintam inseguros sozinhos, mas talvez chegou a hora de abrir os olhos e ver que o amor começa por si mesmo.
Fato é que essas coisas de amor, paixão e relacionamento são tão encaixadas na mídia com filmes, novelas e até mesmo em programas de domingo à tarde que hoje em dia faz parte da cultura, amar.
Isso não é um problema, afinal o amor em suas diversas formas é algo bom.
O problema é o modo como o ser humano encara o amor, muitas vezes a gente se confunde ou a gente esquece o nosso valor e isso não está certo.
O amor foi feito para pessoas felizes, é como um bônus, mais o amor não é a felicidade em si, e muitos confundem isso, já reparou que tem gente que só se sente feliz com alguém do lado? Alguém pra chamar de seu.
Mais ai está à mídia foca tanto os relacionamentos entre pessoas, que esquecer de focar o relacionamento mais importante: com você mesmo.
Sim, porque só quando você se amar de verdade, quando você souber o seu valor, quando você souber confiar em você mesmo, que você vai encontrar quem te completa, que você vai amar de verdade e não viver por esse amor, mas viver sim para o bem estar de duas pessoas.
O amor próprio é à base de qualquer relacionamento, uma vez que você se respeita, se valoriza e se ama, a outra pessoa sente isso e te trata de mesma forma.Talvez o ser humano tenha se influenciado pela mídia, talvez eles apenas se sintam inseguros sozinhos, mas talvez chegou a hora de abrir os olhos e ver que o amor começa por si mesmo.
6.10.08
Imagine
Trovões,raios,tempestade,vento forte.A goteira,a calha,o carro,o chuveiro.
Ranger de fechaduras,sua roupa molhada no sofá,minha toalha úmida na porta.
“Aceita uma caneca de leite,um copo de suco,uma xícara de chá?”
O couro do sofá,as tabuas do chão,a queda da força.
Risco o fósforo,acendo a vela,assopro o fogo.
Teu olhar mesmo distante sempre me enganou,até quando não os enxergo claramente,sinto o peso deles sobre mim.
Se levanta.As tabuas rangem.Pega minhas mãos.me levanta.me olha.
Coração acelerado. Mãos frias. Pernas bambas.
Você.Seus olhos. Suas mãos em meus braços. Seu perfume.
Tontura. Desejo. Medo. O que você quer de mim?
É apenas uma visita.Esqueça o que veio buscar.
Me solta. As tabuas rangem. Se senta de novo. Espera.
A luz volta. Pega as roupas. Se aproxima.
Fecho os olhos. Sinto seus lábios quase se juntarem aos meus.o calor da sua respiração. O cheiro do seu cabelo.
Passos vem do corredor. “Quem vem lá?”
Me solta. Corre. Vai embora.
A chuva ainda não passou.
Liga o carro e vai,mas não sem antes olhar para trás.
Ranger de fechaduras,sua roupa molhada no sofá,minha toalha úmida na porta.
“Aceita uma caneca de leite,um copo de suco,uma xícara de chá?”
O couro do sofá,as tabuas do chão,a queda da força.
Risco o fósforo,acendo a vela,assopro o fogo.
Teu olhar mesmo distante sempre me enganou,até quando não os enxergo claramente,sinto o peso deles sobre mim.
Se levanta.As tabuas rangem.Pega minhas mãos.me levanta.me olha.
Coração acelerado. Mãos frias. Pernas bambas.
Você.Seus olhos. Suas mãos em meus braços. Seu perfume.
Tontura. Desejo. Medo. O que você quer de mim?
É apenas uma visita.Esqueça o que veio buscar.
Me solta. As tabuas rangem. Se senta de novo. Espera.
A luz volta. Pega as roupas. Se aproxima.
Fecho os olhos. Sinto seus lábios quase se juntarem aos meus.o calor da sua respiração. O cheiro do seu cabelo.
Passos vem do corredor. “Quem vem lá?”
Me solta. Corre. Vai embora.
A chuva ainda não passou.
Liga o carro e vai,mas não sem antes olhar para trás.
3.10.08
Basta ter você
Pegue-me no colo, me olhe nos olhos, caminhe comigo assim em seus braços calmamente, me ponha na cama, me deseje boa noite, me dê um beijo na testa para demonstrar respeito, me cubra e me faça sentir protegida com você ali assim a me olhar. Prometa-me que ao acordar ainda vou ter o brilho da sua vida perto de mim mais uma vez. Olhe-me adormecer, me olhe sonhar, me ouça bocejar seu nome e no dia seguinte me permita saber que você não saiu do meu lado.
De manhã, me receba em seu colo de braços abertos, me deixe saber que você me acha linda mesmo descabelada e de pijama, me convide para um café da manhã ao seu lado, me proporcione inconstantes momentos ao seu lado, não importando onde nem como, basta ter você a me mimar e me amar dessa forma como só você saberia fazer.
De manhã, me receba em seu colo de braços abertos, me deixe saber que você me acha linda mesmo descabelada e de pijama, me convide para um café da manhã ao seu lado, me proporcione inconstantes momentos ao seu lado, não importando onde nem como, basta ter você a me mimar e me amar dessa forma como só você saberia fazer.
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